terça-feira, 15 de julho de 2025

‘POR QUE VOCÊ NÃO SABIA QUE ERA PRETA?”: UM DEBATE SOBRE COLORISMO NO ESPAÇO ESCOLAR.

Joane Nery 

Este trabalho é oriundo de um questionamento recebido por mim numa sessão de comunicação, cujo debate era o feminismo negro na perspectiva insterseccional, tomando como pano de fundo o debate sobre classe enquanto eixo central naquele momento. Neste trabalho, que não difere do outro enquanto aporte teórico, traz consigo parte de minha pesquisa, que precisa levar em consideração o conceito de colorismo em as discussão.Entender como as pessoas daquele espaço escolar se entendem no ambito da raça. Discutir raça, classe e gênero o espaço da escola. Neste recorte, me questiono como discutir colorismo no espaço escolar? Será que pessoasnegras/pretas se leem assim? Para Munanga, em primeira instancia, ser negro é um ato político. No entanto, o caminho que se percorre até essa aceitação transita, principalmente, no letramento racial que pode e deve ser feito no ambiente escolar. Outro ponto também que este trabalho versa, é entender o nosso corpo enquanto um território, que carrega consigo uma memória ancestral. Tendo isso em vista, como pude eu não me entender enquanto negra em praticamente 30 anos de minha vida? Vários debates aqui se encontram quando pensa-se em uma família multirracial. Se essas questões só me atravessam com 30 anos de idade, como podem e devem atravessar meus alunos adolescentes? Utilizo durante o processo de pesquisa, o método Deleuzeano, a cartografia, que entendem o sujeito e a pesquisa complementos de si. Por isso, aqui não há resultados alcançados, mas resultados a serem construídos, pois, tal e qual essa pesquisadora, sua pesquisa ainda está em devir.

Palavras-chave: Feminismo Negro; Colorismo; Classe.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Sílvio Luís de. Racismo estrutural. São Paulo: Sueli Carneiro/ Polén, 2019.

CINTRA, Amanda Mendes Silva Fractal: Revista de Psicologia, Cartografia nas pesquisas

científicas: uma revisão integrativa v. 29, n. 1, p. 45-53, jan.-abr. 2017. Doi

https://doi.org/10.22409/1984-0292/v29i1/1453 ACESSO: 27/05/2024

DAVIS, A.Mulheres, Raça e classe. São Paulo. Boitempo, 2016.

DEVULSKY, Alessandra. Colorismo. Sao Paulo: Jandaíra, 2021.

FANON, F. Pele Negra, Mascaras Brancas. São Paulo. Ubu editora, 2020.

MUNANGA, Kabengele. A difícil tarefa de definir quem é negro no Brasil. Estud. av.

vol.18 no.50 São Paulo Jan./Abr. 2004.

OLIVEIRA, J. C. Conhecimento, currículo e poder: um diálogo com Michel Foucault.

Revista Espaço Pedagógico, [S. l.], v. 23, n. 2, 2016. DOI: 10.5335/rep.v23i2.6544.

Disponível em https://seer.upf.br/index.php/rep/article/view/6544. Acesso em: 20 abr. 2024.

SOUZA, Neuza Santos. Tornar-se Negro: as vicisssitudes da identidade do negro

brasileiro em ascenção social. Rio de Janeiro, Editora Graal: 1983.

Este blog é destinado a pensar a Filosofia numa proposta decolonial. Pensar o corpo-território e o lugar de fala, entendendo as diversas interseccionalidades.

 


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